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A Armadilha de Ouro: Por que seu idealismo pode ser seu vazio?
Quantas vezes você venceu uma discussão com um amigo ou com seu parceiro ou uma situação de trabalho, mas saiu com uma sensação de derrota interna porque teve que trair uma parte de si para “jogar o jogo”? Como discutido no post anterior, nem sempre o vazio existencial vem da falta de uma bússola moral. Às vezes, ele nasce da nossa absoluta incapacidade de aplicá-la na vida concreta. Entre aquilo que nos falta e a nossa vontade, existe algo que é o verdadeiro motor do comportamento humano: a narrativa que criamos para nós mesmos. Por isso mesmo, o vazio pode surgir até para aqueles que preencheram o checklist do script…
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O problema não é a falta de propósito: por que o vazio existencial é uma falha de integração?
A falha não está no que você acredita, mas na distância entre o ideal e o real. Imagine saber exatamente o que importa, e, ainda assim, ser incapaz de vivê-lo. Você já se sentiu como alguém que conhece todos os passos de uma dança, mas permanece congelado em um salão de baile onde todos os outros celebram? Você observa, imóvel, enquanto a música toca. Eventualmente, os outros saem, o salão se esvazia e você fica sozinho, acompanhado apenas pelos seus próprios ecos. Esse sentimento tem um nome: vazio existencial. Geralmente, dizem que ele nasce da falta de propósito. Mas, como a pessoa naquele salão, você não está necessariamente perdido. E…
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Ler O Idiota e me sentir como um
Spoiler: Esse texto é tão fragmentado, frustrante e arrastado quanto a minha experiência lendo O Idiota. A forma segue a sensação. Comecei a ler O Idiota com a expectativa de ser conduzida, mais uma vez, para dentro da mente humana como em Crime e Castigo, de ser arrastada por Dostoiévski para dentro do que há de mais obscuro e verdadeiro em nós. Mas o que encontrei foi uma narrativa confusa, desfragmentada, sem uma motivação clara de nenhum dos personagens, cenas carregadas de tensão mas desprovidas de direção. Por quase 40% do livro, fui eu quem se sentiu a idiota. A proposta de simular, por meio da forma, a própria confusão…