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E se o seu maior medo não fosse morrer, mas ser esquecido?
O terror de ser substituível. Quantas das nossas escolhas são realmente nossas? E quantas são tentativas desesperadas de provar que somos especiais? Muitas vezes, para provar isso justamente a quem não devemos qualquer resposta. Há uma dor universal no esquecimento. Aquilo que é comum costuma ser facilmente trocado, substituído ou ignorado. Talvez uma das maiores angústias humanas não seja fracassar, mas descobrir que não existe nada de extraordinário em nós para justificar a lembrança. Não por acaso, a forma mais comum de escapar dessa possibilidade costuma ser externa: a conquista de algum tipo de poder, de propósito, de reconhecimento ou de amor. Ainda assim, quando alcançados, esses objetivos frequentemente chegam…